terça-feira, 3 de novembro de 2009
ENDOMETRIOSE : A PRINCIPAL CAUSA DE INFERTILIDADE EM MULHERES
**ARAÚJO, M.A.M. ,**LANA,C
*Aluno do curso de Biomedicina da UNIPAC – campus Ipatinga
**Docente do curso e orientador do trabalho
A endometriose é uma doença ginecológica de natureza progressiva, caracterizada pela presença de tecido de endometrial fora da cavidade uterina que acomete as mulheres em idade reprodutiva. Há evidências que sugerem ser uma doença hereditária. Outras sugerem ser uma doença do sistema imunológico. O estresse e a ansiedade também podem ser fatores que contribuem para o desenvolvimento da endometriose.
Existem três tipos diferentes de endometriose, a Endometriose Ovariana, caracterizada por cistos ovarianos com presença de sangue, a Endometriose Peritoneal, onde partes do endométrio estão presentes na parede pélvica e no peritônio, e a Endometriose Profunda que acomete o reto sigmóide, retro cervical, septo reto vaginal, ligamentos útero-sacros e intestino.
Os principais sintomas são dor e infertilidade, aproximadamente 20% das mulheres têm apenas dor, 60% têm dor e infertilidade e 20% apenas infertilidade.
Existem alguns fatores que podem explicar a infertilidade causada pela endometriose, a mais comum é a formação de processos aderenciais, decorrentes de processos inflamatórios provocados pelo sangramento interno. Esses processos aderenciais podem se instalar em volta das estruturas nobres para a fertilização, como tubas uterinas e ovários. Outras causas possíveis de infertilidade provocadas pela endometriose são a presença de elementos celulares, alterações hormonais, prostaglandinas, que além de provocar alterações funcionais, podem provocar as dores pélvicas intensas.
O diagnóstico baseia-se na anamnese, no exame físico e nos exames complementares. Dentro dos exames complementares, podem ser realizadas a ultra-sonografia, ultra-sonografia transvaginal tridimensional, tomografia computadorizada, ressonância magnética, laparoscopia e dosagem de marcadores como o CA-125 e proteína C reativa.
A endometriose ainda não possui cura definitiva, mas possui tratamento especializado para aliviar a dor e os sintomas, limitar a progressão da doença, preservar a fertilidade e evitar a recorrência da doença. O tratamento pode ser cirúrgico como a laparotomia ou laparoscopia, e pode ser clínico através do uso de anticoncepcionais orais (ACO), progestagênio sintético ou análogos de GnRH.Além disso, para resolução da infertilidade associada, as pacientes podem ser submetidas a técnicas de reprodução assistida como inseminação intra-uterina (IUI) ou fertilização in vitro (FIV).
É importante esclarecer a mulher que a endometriose não é sinônima de infertilidade. Há mulheres que apresentam a doença e engravidam normalmente e outras que podem apresentar dificuldades, com diferentes graus de intensidade. Para aderir a um melhor tratamento e mais eficaz, é muito importante que a mulher tenha a rotina de ir ao médico ginecologista regularmente e que reconheça os sintomas da endometriose o mais precoce possível.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
TRANSPLANTE ÓSSEO
¹ Filipe, M.
² Aquino, C.
³ Lana, C.S.
4 Bréder, V.
¹,² Alunos de Graduação do Curso de Biomedicina – UNIPAC - Campus Ipatinga-MG
³,4 Docentes do Curso de Biomedicina da UNIPAC – Campus Ipatinga - MG
O Transplante de ossos e tecidos é um procedimento relativamente novo. O Transplante Ósseo começou a ser realizado durante a Segunda Guerra Mundial, quando não existia alternativa de tratamento para os soldados gravemente feridos. No Brasil, o transplante ósseo começou a ser realizado durante a década de 70 na ortopedia médica e, no inicio do século 21 passou a ser realizado pela Odontologia brasileira, com a finalidade de implante dentário. Assim como existem bancos de sangue, também existem os bancos de ossos e tecidos, tendo em vista que eles podem ser armazenados para serem aproveitados posteriormente, diferentemente do que acontecem com órgãos vitais como coração, rins, pulmão entre outros.
O Ministério da Saúde é o órgão responsável pela regulamentação dos bancos de ossos instalados no país e, para garantir a confiabilidade dos transplantes ósseos realizados, o Ministério da Saúde, juntamente com o Sistema Nacional de Transplantes são responsáveis pelo cadastro e credenciamento dos bancos de ossos. A grande maioria dos bancos de ossos do país segue as orientações da American Association of Tissue Banks (AATB), órgão que regulamenta os processos para a obtenção, processamento e esterilização dos enxertos ósseos (Bruna Oliveira, ABOMI).
Apesar da doação de ossos e tecidos ser desconhecida de grande parte da população brasileira, existe uma demanda muito grande pela doação de tecidos músculos-esqueléticos (tendões, ligamentos, músculos e, é claro ossos). O que acontece é que em grande parte dos hospitais, ainda não se tem profissionais aptos a explicar como é o procedimento de retirada dos ossos, prejudicando o processo de captação (Bibliomed, 25 de junho de 2003).